Barclays mede frequência cardíaca de fãs da Premier League

Se 2013 foi o ano das pegadinhas, quando grandes encenações invadiram o universo da publicidade, a impressão que se tem é que 2014 será marcado pelos “experimentos sociais”. Ainda não chegamos à metade do ano e já perdi as contas de quantas marcas usaram estas ações para testar a reação das pessoas diante disso ou daquilo. Isso tudo para dizer que a lista segue crescendo, desta vez com o #YouAreFootball Experiment, com o Barclays medindo a frequência cardíaca dos torcedores durante a Barclays Premier League.

A ideia não é propriamente nova – afinal, medir a frequência cardíaca de alguém durante momentos de grande emoção já foi feito várias vezes, em diferentes segmentos. O destaque, aqui, acaba sendo mesmo a execução.

O experimento foi realizado em diversos locais, como o Emirates Stadium, Anfield, Barclays Premier League Live, em Johannesburg, além de pubs em Londres, Manchester e Liverpool. Participaram desde lendas do campeonato, como Robert Pires, Shaun Goater, Gary Mabbutt e John Aldridge até torcedores do Arsenal, Manchester City, Tottenham Hotspur e Liverpool.

A medição, realizada em um fim de semana de jogo, mostra que a frequência cardíaca de um torcedor aumenta, em média, 145.5% quando seu time está em campo, chegando a 215.5% quando a equipe marca um gol.

A criação é da Dare.

barclays

Brainstorm9Post originalmente publicado no Brainstorm #9
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Se um parente seu fosse um sem-teto, você seria capaz de reconhecê-lo?

Não tem muito tempo, mostramos por aqui a campanha Fuck the Poor, da The Pilion Trust, mostrando a reação das pessoas a um cara gritando “os pobres que se fodam” em Londres. Agora, a New York City Rescue Mission resolveu usar da mesma ousadia em um experimento social conduzido pela Silver + Partner, para descobrir se os nova-iorquinos seriam capazes de reconhecer seus parentes vestidos como sem-teto.

Em Have the Homeless Become Invisible?, a entidade questiona se os moradores de rua se tornaram invisíveis ao ponto de serem completamente ignorados pela população, que parece ter se esquecido que aquelas pessoas são filhos, irmãos ou pais de alguém – neste caso, deles mesmos.

Quando as pessoas que passaram reto de seus familiares são confrontadas com a realidade, o sentimento de culpa acaba pesando. E mesmo dando a impressão de ser encenado, ainda assim é uma reflexão interessante para incentivar as pessoas a enxergar a realidade à sua volta e contribuir para mudá-la.

A direção é de Jun Diaz, da Smuggler.

invisivel

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